quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Carlos Marighella, você o conhece? Pois saibam que 38 anos de seus 57 anos de vida foram dedicados à violência e à subversão. Esse é o herói do Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse no Recife que o País precisa prestigiar os seus "heróis", como o guerrilheiro de esquerda Carlos Marighella, morto em 4 de novembro de 1969, há 40 anos.

"Os congressistas têm, de vez em quando, de lembrar as figuras que fizeram alguma coisa importante no nosso país, porque somos um país sem muitos heróis. Talvez porque nós fomos sempre colonizados e colônia não pode ter herói, então, temos vergonha de reconhecer nossos heróis", declarou o presidente.

Acho que precisamos saber de todas as pessoas que tentaram, em algum momento, construir alguma coisa importante e não ter vergonha de começar a criar nossos heróis, senão as pessoas vão morrendo, vão ficando desapercebidas e daqui a pouco só é herói aquele que está na novela e morre."

Fonte: Portal G1

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Militantes querem nome de Marighella em praça do Rio

Um breve histórico de Carlos Marighela, o ideólogo do terror

Carlos Marighella nasceu em Salvador, Bahia, em 05/12/1911. A militância de Marighella vem de longe. Sua trajetória revolucionária remonta à década de 30. Em 1932 ingressou na Juventude Comunista e na Federação Vermelha dos Estudantes. Em 1936, abandonou o curso de engenharia e, cumprindo ordens do partido, foi para São Paulo reorganizar o PCB.

Em 1939, foi preso pela terceira vez e encaminhado para Fernando de Noronha.

Na prisão dava aulas de formação política aos detentos.

Em 1945, a anistia, assinada por Vargas, devolveu a liberdade aos presos políticos. Marighella, nesse ano, foi eleito deputado federal.

No governo Dutra, o Partido Comunista voltou à ilegalidade e passou a agir de novo clandestinamente. Em 7 de janeiro de 1948, os mandatos dos parlamentares do PCB foram cassados.

De 1949 até 1954, Marighella atuou na área sindical, aumentando a influência do partido, sendo incluído na Comissão Executiva e no Secretariado Nacional, órgãos dirigentes do PCB.

No Manifesto de Agosto de 1950, Marighella já pregava a luta armada, conduzida por um Exército de Libertação Nacional. Como membro da Executiva chefiou a primeira delegação de comunistas brasileiros à China, em 1952, que já se preparava para a futura guerrilha implantada no Brasil na década de 60 , com a desculpa de derrubar o regime militar.

Ao voltar, passou a trabalhar as massas para preparar a futura revolução brasileira.

O passo seguinte seria a penetração no meio estudantil. Para isso, Marighella infiltrou-se, por meio de contatos, na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, onde doutrinava professores e alunos. As sementes estavam sendo semeadas, era só aguardar o momento oportuno para a colheita.

A influência da revolução cubana, que passou a servir de modelo para muitos comunistas, contrariava as posições do Movimento Comunista Internacional e do próprio PCB, mas encantava revolucionários antigos, como Marighella e outros que, atuando desde a década de 30, não viam como conquistar o poder com uma luta de longo prazo. A tática de Fidel e Che Guevara, defensores da estratégia foquista - pequenos focos de guerrilheiros atuando em várias partes -, passou a ser o modelo ideal para o Brasil.

Em julho de 1967, foi convidado, oficialmente, para participar da 1ª Conferência da Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS), onde se discutiria um caminho para a difusão da luta armada no continente.

Desautorizado pelo partido e contrariando as linhas de ação adotadas pelo PCB, Marighella embarcou para Havana com passaporte falso. O evento reuniu revolucionários do mundo inteiro. Na ocasião, o slogan era “Um, dois, três, mil Vietnames”, outro exemplo de guerrilha que dera certo.

Estando Marighella em Havana, o PCB enviou um telegrama desautorizando sua participação e ameaçando-o de expulsão.

Em 17 de agosto de1967, Marighella enviou uma carta ao Comitê Central do PCB, rompendo definitivamente com o partido.

Em seguida, deu total apoio e solidariedade às resoluções adotadas pela OLAS. Nesse documento ele escrevia:

“No Brasil há forças revolucionárias convencidas de que o dever de todo o revolucionário é fazer a revolução. São estas forças que se preparam em meu país e que jamais me condenariam como faz o Comitê Central só porque empreendi uma viagem a Cuba e me solidarizei com a OLAS e com a revolução cubana. A experiência da revolução cubana ensinou, comprovando o acerto da teoria marxista-leninista, que a única maneira de resolver os problemas do povo é a conquista do poder pela violência das massas, a destruição do aparelho burocrático e militar do Estado a serviço das classes dominantes e do imperialismo e a sua substituição pelo povo armado.”

Terminada a conferência, Marighella ficou alguns meses em Cuba com a certeza do apoio de Fidel a um foco guerrilheiro no Brasil. Em fins de novembro foi expulso do PCB.

De volta ao Brasil, incentivou a prática de assaltos, seqüestros e atentados a bomba. Numa audaciosa ação, seus asseclas ocuparam a Rádio Nacional no Rio de Janeiro, onde colocaram uma gravação no ar, conclamando os revolucionários do Brasil, onde quer que estivessem, a iniciar as ações revolucionárias.

Logo depois, a partir de setembro de 1967, Marighella iniciou o envio de militantes para curso de guerrilha em Cuba. Na primeira leva seguiu o chamado “I Exército da ALN”

Marighella criou, juntamente com Joaquim Câmara Ferreira, o Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP). O AC/SP ou “Ala Marighella” expandia-se e atuava em vários estados. As idéias de Marighella encontram no meio estudantil campo fértil.

Marighella e o clero

Outras adesões viriam. No convento dos dominicanos, na Rua Caiubi, nº 126, no bairro de Perdizes, São Paulo, vários religiosos aderiram ao AC/SP.

Frei Osvaldo Augusto de Resende Júnior liderou várias reuniões congregando frades dominicanos, que se interessavam por política. Participavam dessas reuniões,entre outros: frei Carlos Alberto Libânio Christo (frei Betto), frei Fernando de Brito, frei Tito de Alencar Lima, frei Luiz Felipe Ratton, frei Francisco Pereira Araújo (frei Chico) e Ives do Amaral Lesbaupin (frei Ivo). Na ocasião, frei Osvaldo teceu comentários elogiosos ao AC/SP chefiado por Marighella. Logo depois, apresentou frei Betto a Marighella e conseguiu a adesão de vários dominicanos ao AC/SP e depois à ALN.

O engajamento dos dominicanos foi total. Seriam um apoio da ALN na guerrilha urbana e rural.

Seus adeptos seguiam a risca os ensinamentos pregados por Marighella:

-“O princípio básico estratégico da organização é o de desencadear, tanto nas cidades como no campo, um volume tal de ações, que o governo se veja obrigado a transformar a situação política do País em uma situação militar, destruindo a máquina burocrático- militar do Estado e substituindo-a pelo povo armado. A guerrilha urbana exercerá um papel tático em face da guerrilha rural, servindo de instrumento de inquietação, distração e retenção das forças armadas, para diminuir a concentração nas operações repressivas contra a guerrilha rural.

Apoiado pela chegada do “I Exército da ALN”, treinado em Cuba, Marighella liderou vários assaltos e atentados na área de São Paulo, ainda em 1968. Assaltos a trens pagadores, assaltos a carros transportadores de valores.

Intensificaram-se a seguir os atos de terror: atentados a bomba, assaltos a banco, seqüestros, assassinatos, “justiçamentos”, ataques a sentinelas e radiopatrulhas, furtos e roubos de armas de quartéis.

Em 1969, Marighella difundiu o Minimanual do Guerrilheiro, de sua autoria, que passou a ser o livro de cabeceira dos terroristas brasileiros. O livreto foi traduzido em duas dezenas de idiomas e usado por terroristas do mundo inteiro. As Brigadas Vermelhas, na Itália, e o Grupo Baader-Meinhoff, na Alemanha,seguiam seus ensinamentos.

Trechos do mini manual :

O terrorismo é uma arma a que jamais o revolucionário pode renunciar

Ser assaltante ou terrorista é uma condição que enobrece qualquer homem honrado

O pior inimigo da guerrilha e o maior perigo que corremos é a infiltração em nossa organização de um espião ou um informante.

O espião apreendido dentro de nossa organização será castigado com a morte. O mesmo vai para o que deserta e informa a polícia.

O guerrilheiro urbano tem que ter a iniciativa, mobilidade, e flexibilidade, como também versatilidade e um comando para qualquer situação. A iniciativa é uma qualidade especialmente indispensável. Nem sempre é possível se antecipar tudo, e o guerrilheiro não pode deixar se confundir, ou esperar por ordens.

Mas a característica fundamental e decisiva do guerrilheiro urbano é que é um homem que luta com armas; dada esta condição, há poucas probabilidades de que possa seguir sua profissão normal por muito tempo ou o referencial da luta de classes, já que é inevitável e esperado necessariamente, o conflito armado do guerrilheiro urbano contra os objetivos essenciais:

a. A exterminação física dos chefes e assistentes das forças armadas e da polícia.

b. A expropriação dos recursos do governo e daqueles que pertencem aos grandes capitalistas, latifundiários, e imperialistas, com pequenas exropriações usadas para o mantimento do guerrilheiro urbano individual e grandes expropriações para o sustento da mesma revolução.

É claro que o conflito armado do guerrilheiro urbano também tem outro objetivo. Mas aqui nos referimos aos objetivos básicos, sobre tudo às expropriações. É necessário que todo guerrilheiro urbano tenha em mente que somente poderá sobreviver se está disposto a matar os policiais e todos aqueles dedicados à repressão, e se está verdadeiramente dedicado a expropriar a riqueza dos grandes capitalistas, dos latifundiários, e dos imperialistas.

No Brasil, o número de ações violentas realizadas pelos guerrilheiros urbanos, incluindo mortes, explosões, capturas de armas, munições, e explosivos, assaltos a bancos e prisões, etc., é o suficientemente significativo como para não deixar dúvida em relação as verdadeiras intenções dos revolucionários.

A execução do espião da CIA Charles Chandler, um membro do Exército dos EUA que venho da guerra do Vietnã para se infiltrar no movimento estudantil brasileiro, os lacaios dos militares mortos em encontros sangrentos com os guerrilheiros urbanos, todos são testemunhas do fato que estamos em uma guerra revolucionária completa e que a guerra somente pode ser livrada por meios violentos.

Esta é a razão pela qual o guerrilheiro urbano utiliza a luta e pela qual continua concentrando sua atividade no extermínio físico dos agentes da repressão, e a dedicar 24 horas do dia à expropriação dos exploradores da população.

A questão básica na preparação técnica do guerrilheiro urbano é o manejo de armas, tais como a metralhadora, o revólver automático, FAL, vários tipos de escopetas, carabinas, morteiros, bazucas, etc.

O conhecimento de vários tipos de munições e explosivos é outro aspecto a considerar. Entre os explosivos, a dinamite tem que ser bem entendida. O uso de bombas incendiárias, de bombas de fumaça, e de outros tipos são conhecimentos prévios indispensáveis.

Aprender a fazer e construir armas, preparar bombas Molotov, granadas, minas, artefatos destrutivos caseiros, como destruir pontes, e destruir trilhos de trem são conhecimentos indispensáveis a preparação técnica do guerrilheiro

A razão para a existência do guerrilheiro urbano, a condição básica para qual atua e sobrevive, é o de atirar. O guerrilheiro urbano tem que saber disparar bem porque é requerido por este tipo de combate.

Na guerra convencional, o combate é geralmente a distância com armas de longo alcance. Na guerra não-convencional, na qual a guerra guerrilheira urbana está incluída, o combate é a curta distância, muito curta.

Para evitar sua própria extinção, o guerrilheiro urbano tem que atirar primeiro e não pode errar em seu disparo

As emboscadas são ataques tipificados por surpresa quando o inimigo é apanhado em uma estrada ou quando faz que uma rede de policiais rodeie uma casa ou propriedade. Uma mensagem falsa pode trazer o inimigo a um lugar onde caia em uma armadilha.

O objeto principal da tática de emboscada é de capturar as armas e castigá-los com a morte.

As emboscadas para deter trens de passageiros são para propósitos de propaganda, e quando são trens de tropas, o objetivo é de eliminar o inimigo e tomar suas armas.

O franco-atirador guerrilheiro é o tipo de lutador ideal especialmente para as emboscada porque pode se esconder facilmente nas irregularidade do terreno, nos trechos dos edifícios e dos apartamentos sob construção. Desde janelas e lugares escuros pode mirar cuidadosamente a seu alvo escolhido.

As emboscadas tem efeitos devastadores no inimigo, deixando o nervoso, inseguro e cheio de temor.

Alguns livros, como A Rede do Terror- A Guerra Secreta do Terrorismo Internacional , de Claire Sterling transcreve alguns textos

“... não matam com raiva: esse é o sexto dos sete pecados capitais contra os quais adverte expressamente o Minimanual de Guerrilha Urbana de Carlos Marighella, a cartilha-padrão do terrorista.

Tampouco matam por impulso: pressa e improvisação o quinto e sétimo pecados da lista de Marighella. Matam com naturalidade, pois esta é “a única razão de ser de um guerrilheiro urbano” segundo reza a cartilha. O que importa não é a identidade do cadáver, mas seu impacto sobre o público.”

“... em primeiro lugar, escreveu Marighella, o guerrilheiro urbano precisa usar a violência revolucionária para identificar- se com causas populares e assim conseguir uma base popular. Depois: O governo não tem alternativa exceto intensificar a repressão.

As batidas policiais, busca em residências, prisões de pessoas inocentes tornam a vida na cidade insuportável. O sentimento geral é de que o governo é injusto, incapaz de solucionar problemas, e recorre pura e simplesmente à liquidação física de seus opositores.”

É este homem que levou vários jovens à morte, não só no Brasil , com as instruções de seu Minimanual , que a Câmara Municipal condecorou pelos relevantes serviços prestados à comunidade.

É este homem , que será homenageado , dia 4 /11 , dia de sua morte em confronto com o Dops, no monumento construído na Alameda Casa Branca, local de sua morte. Serão colocadas flores no local e sua companheira Clara Charf coordenará a cerimônia Estarão presentes outros ex-militantes da luta armada.

É esse homem , que roubou , sequestrou , encaminhou jovens para treinamento no exterior que será homenageado no Museu da Resistência, no antigo DOPS, com uma exposição sobre Marighella, que começa dia 7 com a presença de Paulo Vannuchi, ministro dos Direitos Humanos“

É esse homem que segundo o ex-ministro José Dirceu "é parte da história brasileira. Ele acreditava que a principal tarefa era a libertação nacional e o fim da ditadura, para retomar o fio da história” . Em 2010, a história do líder da ALN será contada em um longa metragem, que está sendo produzido pela cineasta Isa Grinspun.

Suas vítimas ,porém , são esquecidas, varridas para baixo dos tapetes vermelhos da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República. O Portal Memórias Reveladas criado por Franklin Martins e apresentado por Dilma Rousseff, não revelará nenhum dos crimes que ele e seus asseclas cometeram em nome de uma ideologia pela qual ele lutava desde 1930. Portanto, nada a ver com o regime militar, nem com liberdade ...

Veja também:

Manual de Guerrilha Urbana, de Marighella

Clique aqui para ler o manual de terrorista.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

MST invade fazendas, queima casas e rouba gado no PA

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deixou um rastro de violência e destruição durante a invasão das fazendas Maria Bonita e Rio Vermelho, localizadas nos municípios de Sapucaia e Xinguara, no sul do Pará. Cem homens armados e encapuzados derrubaram e queimaram casas, expulsaram empregados e atearam fogo em tratores, além de roubar gado.

Apavorados e só com a roupa do corpo, mulheres, crianças e idosos tiveram de fugir para não ser espancados. Um avião com três mulheres e três crianças a bordo, expulsas pelo MST, caiu logo depois de decolar de uma das fazendas invadidas. O comandante e o piloto ficaram feridos e estão internados em um hospital da região.

A Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) mandou equipes de policiais para as fazendas e abriu inquérito para apurar os atos de vandalismo. Os policiais e a imprensa tiveram dificuldades para chegar às propriedades. O MST bloqueou a rodovia PA-150 em três pontos, afirmando que a ação foi um protesto contra a morosidade da reforma agrária no Estado.

O gerente da fazenda Maria Bonita, Oscar Boller, contou que os invasores surpreenderam a todos, chegando ao local durante a madrugada. Muito agressivos, entraram nas residências dos funcionários enquanto eles dormiam, gritando que todos deveriam sair imediatamente. Em seguida, passaram a destruir as casas e os currais, usando tratores da própria fazenda, que em seguida foram incendiados. Quem resistiu foi espancado e ameaçado de morte caso permanecesse no local.

A ação na Maria Bonita foi comparada à utilizada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs), de quem supostamente o MST estaria recebendo treinamento, segundo informação investigada pela Secretaria de Segurança Pública do Pará. A fazenda foi invadida pelo MST desde julho do ano passado.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Visita de Ahmadinejad ao Brasil preocupa EUA

Congressistas republicanos e democratas manifestaram nesta terça-feira sua preocupação com a visita do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, ao Brasil, prevista para o final de novembro, a convite de Luiz Inácio Lula da Silva.

"Estou preocupado com as relações entre o presidente Lula e o presidente Ahmadinejad", declarou durante audiência no Congresso o chefe do subcomitê para América Latina, o democrata Eliot Engel.

"Quando a Venezuela amplia sua relação com o Irã isto não me agrada, mas atribuo ao presidente (Hugo) Chávez e a sua maneira distorcida de ver o mundo, mas quando o Brasil amplia seus laços com o Irã" é algo preocupante.

"No futuro, acredito que será preciso ampliar nosso diálogo com o Brasil sobre os perigos que o Irã representa e alentar nossos amigos em Brasília a rever seus vínculos com Teerã".

O líder da bancada republicana no subcomitê, Connie Mack, foi mais incisivo e opinou que "o Brasil não deveria seguir a Venezuela" na aproximação com o Irã.

"É preciso prestar muita atenção a esta reunião entre Lula e Ahmadinejad", disse Mack, que apresentou com seu colega democrata Ron Klein um projeto de lei para incluir a Venezuela na lista de países patrocinadores do terrorismo.

Lula e Ahmadinejad se reuniram em setembro passado, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

A visita do presidente iraniano ao Brasil está prevista para os dias 23 e 24 de novembro.

Três comitês legislativos da Câmara de Representantes dos EUA analisaram hoje a presença iraniana na América Latina, que tem despertado clara preocupação do governo em Washington.

"Não acredito que seja preciso muita persuasão para convencer alguém de que os objetivos do Irã nesta parte do mundo (continente americano) não são benignos", disse o chefe do subcomitê para o Oriente Médio, Gary Ackerman.

"Temos que lembrar aos nossos amigos da América Latina que os Estados Unidos têm concedido bilhões de dólares em ajuda e no comércio" com a região, advertiu o chefe do subcomitê de Terrorismo e Não Proliferação (nuclear), Brad Sherman.

O Irã ampliou seu número de embaixadas na região a seis, mantém voos diretos com Caracas e os bancos de Teerã aumentam sua presença na região, destacaram os especialistas presentes nas audiências de hoje no Congresso americano.

Fonte: Portal G1

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cuba continua em silêncio sobre revelações de irmã de Fidel e Raúl Castro

O Governo e a imprensa oficial de Cuba guardam total silêncio até agora sobre as revelações feitas em Miami por Juanita Castro, irmã do atual presidente, Raúl Castro, e de seu antecessor, Fidel Castro, de que trabalhou para a espionagem dos Estados Unidos.

Nenhum veículo de imprensa cubano publicou, mencionou ou comentou em nenhum sentido, até agora, as declarações da irmã mais nova dos governantes cubanos, que confessou ter começado a trabalhar para a CIA (agência de inteligência americana) quando começaram os fuzilamentos após a Revolução Cubana de 1959.

Em entrevista concedida à Agência Efe em Miami, Juanita Castro pediu hoje que seu irmão Raúl empreenda a transição rumo à democracia porque, após 50 anos de Governo comunista, está provado que o "processo é um fracasso".

"Tomara que (Raúl) seja o instrumento para que se produza a transição em Cuba. Talvez ele seja a pessoa indicada para conseguir que haja em Cuba liberdade, democracia, que não existam mais presos políticos. Não podem continuar eternamente no poder", disse a irmã de Fidel e Raúl Castro.

Fonte: Portal G1

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Fidel ainda bloqueia mudanças em Cuba, diz irmã do líder cubano

Lula se irrita com declarações de Mendes sobre MST

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou clara hoje a sua irritação com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que defendeu ontem a suspensão de repasse de recursos para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Lula disse que todo o repasse de recursos públicos para entidades da sociedade passa por "um crivo e uma análise" dos órgãos do governo. "A proposta tem de passar por um crivo. Só aí é que a entidade sabe se vai ter direito ou não", disse.

Lula disse ainda que atos de vandalismo não precisam de recursos para serem praticados. "Um ato de barbárie não precisa de dinheiro. Precisa apenas de falta de bom senso", disse. A uma pergunta sobre o que achava do comentário do ministro Gilmar Mendes, Lula respondeu, em tom de irritação: "Não acho absolutamente nada".

Ontem, ao participar do I Congresso Nacional de Direito Agrário, em São Paulo, Gilmar Mendes sugeriu o corte no repasse de verbas para o MST. Ele lembrou, na ocasião, que a lei manda que o governo corte os subsídios para entidades que promovem invasões e atos de violência.

Fonte: Portal G1

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Petista ataca Dilma e defende 3º mandato para Lula

Sem espaço na definição das estratégias eleitorais do PT, a ala mais radical do partido ganhou os holofotes, ontem, no primeiro debate entre os seis candidatos à presidência da legenda. Lanterninha na disputa, o principal dirigente da tendência Esquerda Marxista, Serge Goulart, defendeu o terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou a possível candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. "Não é o Congresso corrupto que decide quantos mandatos deve ter o governante. É o povo que decide", afirmou.

Diante de colegas que pregaram a coesão do PT para a campanha de Dilma, Goulart foi em outra direção. Disse que os militantes estão "incomodados" com uma candidata "lançada pela imprensa" e "ungida sem discussão com o partido". Já Markus Sokol, da ala O Trabalho, criticou o agronegócio e defendeu as invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A eleição no PT será em novembro.

Fonte: Portal G1

Putin adverte potências ocidentais a não intimidarem o Irã

Leia a notícia completa clicando aqui.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Blogueira proibida de deixar Cuba posta protesto em seu site

A cubana Yoani Sánchez, responsável pelo blog Generación Y, postou hoje um protesto quase cifrado em sua página depois de ter sido impedida de sair do país para receber o prêmio Maria Moors Cabot, concedido pela Universidade de Columbia (Estados Unidos).

Esta é a quarta vez em que Sánchez tem sua saída de Cuba vetada pelas autoridades locais. Na sua postagem de hoje, intitulado "Lecciones de biología" ("Lições de Biologia", em tradução livre), a blogueira exibe uma fotografia do escritório de Imigração cubano.

"Máquinas de bypass que se desligam, prantos de bebê que ressonam. Sinais que caem sobre as folhas para negar e censurar; kilobytes que levam minha voz pela Internet sem necessidade de me mover. Alguém que me olha carrancudo enquanto fala pelo walkie-talkie do controle", diz uma versão do blog de Sánchez traduzida para o português.

"Um pássaro chamado Twitter me alça entre suas patas. Escritórios com gente uniformizada que confirma 'você não pode viajar no momento', se bem que já estou a milhares de quilômetros daqui, nesse mundo virtual que eles não podem compreender nem cercar", termina o lacônico comentário de hoje no "Generación Y".

O marido de Sánchez, Reinaldo Escobar, disse à Agência Efe na segunda-feira que a blogueira tinha planejado viajar para os Estados Unidos para receber o prêmio Maria Moors Cabot, mas uma funcionária do Governo cubano informou a ela que não tinha permissão para sair da ilha.

Sánchez, de 34 anos, foi convidada para a cerimônia de premiação na Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, marcada para hoje em Nova York.

"Ela expôs à funcionária que queria que lhe explicassem quais eram os motivos, por que lhe negavam a saída do país, mas só foi informada de que não teria a permissão por enquanto", disse Escobar.

Sánchez levou à entrevista fotocópias das negativas anteriores e mostrou o convite da Universidade de Columbia e outro que recebeu do Senado brasileiro para uma conferência e a apresentação de seu livro.

O jornalista Merval Pereira, colunista do jornal carioca "O Globo", também recebeu o prêmio Maria Moors Cabot neste ano.

Fonte: Portal G1

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SIP critica Cuba por impedir que blogueira receba prêmio nos EUA

terça-feira, 13 de outubro de 2009

'Censura é medida fascista', diz escritor

O escritor e jornalista Fernando Jorge, autor do livro "Cale a Boca, Jornalista", que relata a trajetória dos desmandos e agressões contra jornalistas e jornais na história do Brasil, não consegue conter a indignação ao comentar a censura imposta ao Grupo Estado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). "É uma medida fascista ou nazista, que remete às ditaduras de Benito Mussolini e de Adolf Hitler, inimigas ferozes da democracia e da liberdade", alerta. "Basta ver que uma das medidas de Hitler para controlar a imprensa era censurá-la, sem oferecer chance à defesa."

Desde 31 de julho, o Grupo Estado está proibido de publicar qualquer informação referente à Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou negócios sob responsabilidade do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A atual censura, na avaliação de Fernando Jorge, remete a outros dois momentos, que ele descreve em seu livro, da imprensa sob o jugo de ditaduras. "A primeira foi em 1937, quando se instalou o Estado Novo de Getúlio Vargas, em que o Estado foi, injustamente, acusado de conspirar contra o regime, por força de seus ideais democráticos."

Fonte: Portal G1